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(Foto: Bolos que eu e minha turma de gastronomia fizemos em Nova York, no ano passado)
 
Tem um comercial no radio de uma peca de teatro chamada Mulheres Alteradas que fala mais ou menos assim:
– Mulheres, tem alguma coisa melhor do que ter sucesso?
– (mulheres, em coro): Ser magra!
– Tem alguma coisa melhor do que ser rica?
– (mulheres, em coro): Ser magra!
– Tem alguma coisa melhor que ser magra?
– (mulheres, em coro): Não ter celulite!
E é engraçado porque é verdade. Pra muitas mulheres é verdade.
Quando você esta fazendo quimioterapia, que é uma situação de alta ansiedade, e tomando remédios que causam um “leve”aumento no apetite, a ultima parte do dialogo muda.
– Tem alguma coisa melhor que ser magra?
– (mulheres carecas, em coro): COMER!!!!!!
A verdade é que, por motivos psicológicos ou nao, o “leve” aumento no apetite no meu caso foi pesadíssimo. A minha fome, que nunca foi nada modesta, veio sendo estimulada no ultimo ano por um curso de gastronomia em Nova York, e logo que voltei, o tratamento com a quimio foi a cereja do bolo que me transformou na maior gulosa que eu já conheci. 
Nem a ressaca da quimio me impede de atacar a geladeira. Logo depois das sessões, não tenho vontade de comer alguns alimentos específicos, como coisas doces e sopas, por exemplo. Mas em compensação, tenho uma vontade louca de comer outras coisas, como azeitona, palmito e kibe. Geralmente coisas com bastante sal, ou que eu possa colocar muito limão. Engraçado né?!
Tipo, num desses dias que eu acordo faminta, esquento um kibe congelado (sim, cheguei no ponto que tenho vários kibes congelados individualmente no meu freezer) e como no lanche da tarde, logo depois do almoço. Uma hora depois esquento mais um pro segundo lanche da tarde. E assim vai. Quando minha mãe chega em casa e eu como um sanduíche integral de queijo branco e peito de peru, ganho um parabéns por ser tão light. Mal sabe ela do meu ataque a geladeira durante a tarde. 
O fato é que venho engordando. Não absurdamente, mas constantemente. e o problema é que eu adoro comer, então já digo de cara que não vou fazer regime. Acho que já estou passando por coisas difíceis de mais agora para ter que fazer mais um sacrifício. Então o que venho fazendo no ultimo mês é malhar. Personal trainer e pilates duas vezes por semana, e drenagem linfática pra reduzir o inchaço devido a retenção de líquidos causada pelos remédios três vezes por semana, e o dia D para saber se tudo isso funcionou é quinta feira. Em quatro dias meu encontro está marcado com a maldita da balança. Não preciso nem ter emagrecido, o meu objetivo agora, e mais urgente, é não engordar mais. Ou então já estou sentindo que lá vem bronca do médico. Torçam por mim, e pra que eu possa continuar comendo todas as coisas gostosas que eu tanto adoro!
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