Pra falar a verdade estou meio cansada de responder e-mails e perguntas. Não me leve a mal porque não é nada pessoal com ninguém… É que é so um assunto tão desgastante…. Não entendam como um recado de que eu nao quero mais receber e-mails e mensagens! Muito pelo contrário!! Eu amo e me faz muito bem…. Eu só as vezes não sei como responder. Para solucionar este problema, enviei um e-mail coletivo, mas a lista de destinatários começou a ficar tão longa (como eu tenho sorte de ter tantas pessoas fantásticas na minha vida!), que achei melhor criar isso aqui para não me perder…
Com a minha falta de disciplina é bem capaz que eu não poste praticamente nunca…mas quem sabe né?
Bom, lá vai!
Bom, a situação: no final do mês de outubro, no período em que eu ainda estava morando em Nova York, enquanto eu tomava um banho eu senti uma “coisa” no meu peito esquerdo. No momento fiquei preocupada, mas estando na situação que eu estava, ha um mês da minha volta ao Brasil, percebi que não adiantaria marcar nenhum medico por lá, e valeria mais a pena esperar a minha volta pra casa. Pensei que pudesse ser alguma coisa grave, mas nunca uma coisa tão grave assim!
Chegando ao Brasil, tinha no meu primeiro dia aqui um ginecologista marcado, que me acalmou e disse que a chance de ser algo “mais grave” era muito pequena, mas ainda sim pediu um ultra-som para avaliar. Preocupada como estava, marquei o ultra para a manha seguinte, e no momento que o medico colocou o aparelho sobre o, até então, nódulo, eu sabia que tinha algo de errado…a expressão no rosto dele mudou para uma mais preocupada. Mas eu com os meus sintomas psicossomáticos resolvi que isso era coisa da minha cabeça e fui pra casa. No mesmo dia deste exame, meu ginecologista, o Dr. Nilson me ligou e pediu mais dois exames: mamografia e biopsia.
Fiz primeiro a mamografia. Quando entrei na sala expliquei para a medica que eu tinha um nódulo, e era por isto que estava indo tão jovem fazer este exame, e ela me explicou que devido a idade a gente não conseguiria ver nada, seria mais para detectar a presença, ou não, de calcificações. Se houvessem calcificações seria um sinal de alerta e preocupação. Exame (tortura) finalizado, a medica me chamou pra ver aquelas imagens que a gente não entende nada, destacou uns pontinhos e disse: estas aqui sao as temidas calcificacoes. E eu na minha cabeça “opa, o gato subiu no telhado…”
Alguns dias depois, a mesma medica da mamografia fez a minha biopsia, e neste momento achou oportuno fazer também a biopsia de um linfonodo da axila, ao invés de só do nódulo. A experiência e pro atividade dela me pouparam de mais um procedimento complicado e mais uma anestesia que teria obrigatoriamente que ser realizado com o resultado recebido. E depois, descobri que teria de colocar um pino de titânio dentro do tumor para demarcar sua localização, que ela também já havia posicionado. Menos agulhas novamente. Valeu, Dr Ana Cláudia!

Ok, exames realizados, agora tinha chegado a parte de aguardar resultados. Me foram prometidos para dia 26 de dezembro, e portanto eu marquei uma nova consulta com o Dr Nilson (ginecologista, lembram dele?) no próprio dia 26, depois do Natal. Eu coloquei toda essa meleca pro canto da minha cabeça e estava de malas prontas para ir para BH passar as festas de fim de ano. O plano era sair sexta feira, dia 21/12, após o almoço. E assim a calmaria estava prestes a acabar…

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